terça-feira, 9 de junho de 2009

Origem da gripe suína (H1N1). Como surgiu o vírus?

O vírus da gripe suína surgiu de uma recombinação quádrupla, onde seus genes foram herdados de vírus da influenza originários de aves, pessoas e de duas linhagens distintas de vírus que tradicionalmente infectam porcos.

A figura mostra de onde veio cada gene que originou o H1N1. Esta recombinação provavelmente aconteceu em um suíno mas ainda não está elucidado se este novo vírus veio diretamente de um porco ou se houve um hospedeiro intermediário.
Análises genéticas revelam que três dos genes (HA, NP e NS) deste novo vírus vieram originalmente do vírus da gripe espanhola de 1918 e que tem estado presente em suínos da América do Norte desde então. Estes genes não mudaram muito, nestes 90 anos, porque os suínos não vivem tempo suficiente para serem reinfectados com este mesmo vírus. A reinfecção favorece a seleção de variantes que consigam impedir sua neutralização por anticorpos gerados em uma infecção anterior. Como agora estes vírus estão infectando pessoas, é esperado que as mutações ocorram com a mesma taxa da gripe sazonal (comum). O gene codificador da proteína PB1 foi introduzido na população humana durante a pandemia de 1968 (gripe de Hong Kong). Este gene então, através das pessoas que tiveram contato com porcos introduziram este gene na população suína. Os genes codificadores da NA, PB2, PA e MA foram introduzidas na população suína diretamente de aves infectadas. Mais precisamente, suínos de origem Norte Americana continham os genes aviários HA, NP e NS, e os suínos originados da Eurásia tinham os genes aviários NA e MA.

Para maiores detalhes veja o post mais novo, click aqui.

China sacrifica aves preventivamente devido a risco de infecção pelo H5N1.

Foi informado no dia 04/06 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que a china sacrificou 23.903 aves domésticas para impedir que estas se infectem com o vírus H5N1. Esta medida preventiva foi tomada depois que 162 aves selvagens mortas foram encontradas na cidade de Nanhai, província de Qinghai, região central da China. Exames de laboratório confirmaram que as aves selvagens morreram devido a infecção pelo vírus da gripe aviária.
O mesmo fato já havia ocorrido em maio, veja no link abaixo.

http://fluaviaria.blogspot.com/2009/05/china-gripe-aviaria-em-aves-selvagens.html

Fonte: OIE.
http://www.oie.int/wahis/reports/en_fup_0000008155_20090604_162738.pdf

terça-feira, 2 de junho de 2009

Egito, mais um caso humano de gripe aviária.

A informação foi divulgada pela Organização Mundial de Saúde nesta terça feira. Segundo autoridades egípcias, uma menina de 4 anos de idade moradora da província de Kefr El Sheikh, está doente devido a infecção pelo vírus H5N1. Seus sintomas se iniciaram no dia 30 de maio e foi internada no dia seguinte onde começou o tratamento com oseltamivir. Seu quadro de saúde é estável. Segundo investigações epidemiológicas, a criança teve contato com aves doentes ou mortas que estavam contaminadas com o vírus antes do início de seus sintomas.


No mapa está em vermelho a província que apresentou o caso humano mais recente de gripe aviária e em laranja as demais províncias que relataram casos de H5N1 em 2009.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Evolução da gripe suína (A/H1N1). Atualização.

Atualização dos casos e mortes provocadas pela gripe suína. Veja o gráfico abaixo (clique para ampliar).

O gráfico mostra cinco curvas. A curva azul representa a evolução da quantidade de casos de gripe suína no mundo, até o momento a Organização mundial da Saúde (OMS) confirmou 17.410 casos, no Brasil foram confirmados 18 casos, mas na nossa vizinha a Argentina, já foram confirmados 100 casos. Isto é preocupante porque se a Argentina perder o controle sobre o H1N1 e a quantidade de casos aumentar de forma exponencial o vírus pode contaminar as pessoas da fronteira do Brasil e se espalhar pelo resto do nosso território.


A curva em laranja representa o surgimento de novos casos. Ou seja, a quantidade de casos confirmados que surgiram na última atualização da OMS. Esse dado é importante, juntamente com os dados apresentados pela curva azul para podermos analisar a progressão da doença. Esta curva só não é exponencial devido as medidas de contenção realizadas pelos países.

A curva vermelha representa a quantidade de mortes que a gripe suína provocou. Atualmente foram confirmadas 115 mortes, 16 mortes a mais que a atualização anterior da OMS. É esperado que a quantidade de mortes aumente conforme aumente a quantidade de casos.

A linha rosa mostra a evolução da letalidade, a taxa de letalidade é a porcentagem de mortes que uma doença provoca dentro da população afetada. A taxa atual é de 0,66% e é calculado multiplicando a quantidade de mortes por 100 e dividindo o resultado pela quantidade total de casos. Assim sendo multiplicamos 115 por 100, o total é de 11.500 dividido pelo total de casos que é de 17.410 temos o valor de 0,66%. A taxa de letalidade é importante para vermos se a doença está se tornando mais grave ou mais branda enquanto ela se expande. A curva rosa mostra um declínio da taxa de mortalidade em um primeiro estágio e no momento está estabilizada abaixo de 0,8%.

A curva verde mostra a quantidade de países afetados pela doença e é importante para vermos se ela está se espalhando pelo globo ou se está acometendo apenas uma região do mundo. Nesta última atualização tivemos um aumento de 9 países, mostrando que o vírus está se espalhando pelo mundo apesar das medidas de contenção realizadas. Atualmente 62 países relataram casos confirmados da gripe suína. O continente africano é a única região do planeta que ainda não teve casos confirmados da doença, eu desconfio que existam muitos casos de H1N1 na África, apenas estes países não tiveram meios técnicos de confirmar laboratorialmente os casos ou não possuem uma política de policiamento do vírus da gripe suína. Apesar do Egito ter condições técnicas de diagnosticar a doença, o país ainda não apresentou nenhum casos mesmo tendo como vizinho Israel que até o momento teve 19 novos casos da doença.

Os dados são da Organização Mundial da Saúde, segue o link da ultima atualização, em inglês.

http://www.who.int/csr/don/2009_06_01a/en/index.html

Egito tem novo caso de gripe aviária.

A Organização Mundial da Saúde confirmou hoje mais um novo caso de gripe aviária. Desta vez a vítima da doença é uma menina de um ano e dois meses moradora da província de Dakahlia. Ela desenvolveu os sintomas no dia 25 de maio, quatro dias depois ela foi internada e começou a receber tratamento com oseltamivir. Investigações epidemiológicas em busca da fonte viral indicaram que a menina teve contato com aves doentes e mortas contaminadas com o H5N1. Seu estado de saúde é estável.

http://www.who.int/csr/don/2009_06_01/en/index.html

No mapa está em vermelho a província que apresentou o caso mais recente de gripe aviária em pessoas e em laranja as demais províncias que relataram casos humanos de H5N1 em 2009.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mongólia tem surto de gripe aviária em cisnes selvagens.

A Organização Mundial de Saúde Animal informou hoje que a Mongólia (país que faz fronteira ao norte da China) detectou o vírus H5N1 em 9 cisnes migratórios selvagens que foram encontrados mortos na região do lago Doitiin Tsagaan também chamado de Terkhiin Tsagaan localizado na província de Arkhangai. Além destes cisnes terem morrido devido a gripe aviária, um outro cisne foi abatido. A operação ocorreu no dia 22 de maio. A fonte do vírus é desconhecida. Como medidas preventivas foram aplicadas controle da movimentação na região, zoneamento da área afetada e coleta de amostras de aves para pesquisa viral, isso é feito para verificar se este vírus está presente em outras aves e se o mesmo está circulando entre as mesmas. Vale a pena lembrar que apesar do vírus ser mortal ele pode ser carregado sem que a ave apresente sintomas. A ave portadora pode, portanto transmitir o vírus sem que a mesma fique doente. Abaixo uma panorâmica do lago Terkhiin Tsagaan.

http://www.oie.int/wahis/reports/en_imm_0000008141_20090528_110600.pdf

Egito, dois novos casos de infecção pelo H5N1.

O Egito confirmou dois novos casos de gripe aviária. Mais uma vez, as vítimas do H5N1 foram duas crianças pequenas. Segundo o que foi noticiado hoje pela Organização Mundial da Saúde, ambas as crianças são moradoras da província de Sharkia. As duas crianças têm 4 anos de idade, um menino e uma menina. A menina é de Abo Hammad e o garoto da cidade de Hehia, a distância entre os locais de origem das crianças é aproximadamente de 20 quilômetros, os sintomas da infecção se iniciaram dia 23 e 24 de maio respectivamente. O estado de saúde das crianças é estável, provavelmente, devido a administração de oseltamivir logo nos primeiros dias da doença. A origem viral, segundo investigação epidemiológica, foram aves mortas e doentes. Com estes dois casos, sobe para 25 a quantidade de pessoas infectadas pelo H5N1 este ano no Egito, quase 70% de todos os casos registrados em 2009.

http://www.who.int/csr/don/2009_05_28/en/index.html



No mapa está em vermelho a província que apresentou os casos mais recentes de gripe aviária em pessoas. Em rosa está marcada a província que teve a morte mais recente e em laranja as demais províncias que relataram casos humanos de H5N1.