Foi reportado no dia 19 de abril pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um novo surto de H5N1 em aves na província do Tibete que faz parte da China. O mais preocupante é que o surto ocorreu em um mercado de aves vivas onde passa milhares de pessoas por dia. O risco de pessoas se infectarem em um local assim é grande. No total 1500 frangos presentes no mercado morreram devido à doença e outras 1679 aves foram abatidas para conter o surto. A origem do vírus é desconhecida.
terça-feira, 21 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Egito tem outro caso humano de gripe aviária.
Foi confirmado hoje pela Organização Mundial da Saúde que o H5N1 infectou mais uma pessoa no Egito. Desta vez, a vítima do vírus foi uma mulher de 33 anos de idade. Ela é moradora da província de Kafr El Sheikh. Seus sintomas começaram no dia 07/04 e foi internada no dia 15 de abril. A moça teve contato com aves mortas ou doentes antes do início dos sintomas surgirem. Apesar da administração de oseltamivir ter sido feita no mesmo dia da internação, seu quadro de saúde é crítico. O Egito tem tido feito um ótimo trabalho no tratamento das pessoas infectadas com o H5N1, no entanto o taxa de sucesso do tratamento é diretamente proporcional ao tempo. Quanto mais rápido a pessoas é tratada maior é a chance de cura. O quadro desta mulher é crítico, provavelmente, devido o tempo que demorou para ela ser encaminhada ao hospital. O tratamento dela começou após oito dias do início dos sintomas.
http://www.who.int/csr/don/2009_04_17/en/index.html
No mapa abaixo estão marcadas as províncias que apresentaram casos humanos este ano. As províncias em laranja são aquelas que apresentaram casos mais antigos, e em vermelho está marcada a província de origem deste último caso.
http://www.who.int/csr/don/2009_04_17/en/index.html
No mapa abaixo estão marcadas as províncias que apresentaram casos humanos este ano. As províncias em laranja são aquelas que apresentaram casos mais antigos, e em vermelho está marcada a província de origem deste último caso.

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quarta-feira, 8 de abril de 2009
Egito, três crianças infectadas com o H5N1.
A Organização Mundial da Saúde anunciou hoje mais três novos casos humanos de gripe aviária no Egito. As vítimas do H5N1 são três crianças, duas de dois anos e uma de seis anos. Todas elas tiveram contato com aves doentes ou mortas antes do início dos sintomas e nenhuma das pessoas que tiveram contato próximo com estas crianças contraíram o vírus.O primeiro caso é de um menino de dois anos de idade morador da cidade de Kom Hamada pertencentes à província de El Behira. Seus sintomas começaram no dia 27 de março, três dias depois o menino foi internado onde imediatamente começou o tratamento com o antiviral oseltamivir. Seu estado de saúde é estável.O segundo caso também é de um menino de dois anos de idade morador da mesma cidade do garoto citado acima. Ele foi identificado devido a investigações epidemiológicas realizadas no entorno da área residencial do garoto citado acima. Seus sintomas começaram no dia 31 de março e foi internado no dia 01/04 onde começou o tratamento com a administração de oseltamivir. Seu estado de saúde é estável.O segundo caso corrobora com a hipótese de que o número de casos humanos acometidos pelo H5N1 é subestimado, ou seja, muitas pessoas que contraem o vírus da gripe aviária acabam não sendo diagnosticadas e com isso, esses casos não são notificados pelas autoridades egípcias. Isso não ocorre apenas no Egito, com certeza outros países também possuem o numero de casos humanos e mesmo aviários subestimados. Esse menino só foi encontrado devido a uma investigação feita na região onde o garoto acima residia. Se não fosse isso, talvez o garoto fosse encaminhado a um hospital em uma fase mais avançada da doença diminuindo suas chances de recuperação. Outro dado que podemos tirar destes relatos é a existência de aves infectadas com o H5N1 sem notificação oficial. A província de El Behira não teve nenhum surto em aves notificado oficialmente este ano, mas é obvio que estes surtos existem. Na verdade o Egito não notificou nenhum surto este ano em qualquer região do país. De fevereiro de 2006 a junho de 2008 foram notificados oficialmente 1047 surtos com a perda de mais de 10 milhões de aves. O vírus é considerado endêmico em todo o país.
http://www.oie.int/downld/AVIAN%20INFLUENZA/Egypt_followup7_final%20report.pdf
http://www.oie.int/downld/AVIAN%20INFLUENZA/Egypt_followup7_final%20report.pdf
O terceiro caso relatado pela Organização Mundial da Saúde foi o de um menino de 6 anos de idade. O garoto morador da província de Qaliobia desenvolveu os sintomas no dia 22 de março e foi internado no dia 28 de março. O tratamento com oseltamivir demorou a ser ministrado e só começou no dia 03 de abril. A criança teve contato com aves doentes ou mortas antes do início dos sintomas. Seu estado de saúde é crítico.
http://www.who.int/csr/don/2009_04_08a/en/index.html
Em laranja estão marcadas as províncias que tiveram casos humanos de H5N1 este ano. Em vermelho estão marcada as províncias com os casos mais recentes de gripe aviária.
A gripe aviária causa mais uma morte no Vietnam.
Foi relatado hoje pela Organização Mundial da Saúde mais uma morte causada pela gripe aviária no Vietnam. A vítima do H5N1 foi um garoto de 3 anos de idade morador da província de Dong Thap. Ele desenvolveu os sintomas no dia 12 de março e no dia seguinte foi hospitalizado. No dia 19 de março o menino veio a óbito, apenas sete dias após o início dos sintomas. O garoto mostrou um histórico de contato próximo com aves doentes e mortas antes de manifestar os sinais da gripe aviária.
http://www.who.int/csr/don/2009_04_08/en/index.html
A província de Dong Thap fica na região sul do Vietnam, próximo a outras províncias que tiveram surtos de H5N1 em aves este ano. A província tem região de fronteira com o Camboja, país também afetado pela gripe aviária.
http://www.who.int/csr/don/2009_04_08/en/index.html
A província de Dong Thap fica na região sul do Vietnam, próximo a outras províncias que tiveram surtos de H5N1 em aves este ano. A província tem região de fronteira com o Camboja, país também afetado pela gripe aviária.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Laos se diz livre do H5N1.
A República Democrática Popular do Laos se diz livre do vírus H5N1. Em um informe mandado para a Organização Mundial de Saúde Animal, o Laos, reportou que o último surto que ocorreu no país se iniciou no dia 30 de janeiro de 2009 e que até o dia 04 de abril não havia sido detectado mais nenhum caso de gripe aviária no país. Para conter o surto ocorrido em janeiro o Laos sacrificou 2584 aves e outras 730 morreram devido a infecção pelo H5N1. A fonte viral que provocou o surto de janeiro é desconhecida, no entanto a hipótese mais provável é que o vírus tenha entrado no país através de movimentação ilegal de animais.
O Laos faz fronteira com Mianmar, Camboja, China, Tailândia e Vietnam, os três últimos citados tiveram surtos de H5N1 este ano, portanto o Laos tem que ter um controle de fronteira muito bom para evitar que aves contaminadas entrem no país. Acho que este controle de fronteiras não seja um problema já que o Laos é um país comunista e por tradição, países comunistas possuem um regime de fronteiras muito rígido.
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terça-feira, 31 de março de 2009
índia, H5N1 provoca surto em aves.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou hoje que 363 aves morreram devido à gripe aviária na Índia, isto corresponde a 100% das aves criadas em uma área rural localizada na Bengala Ocidental. Aparentemente estas aves eram criadas para consumo próprio dos moradores da localidade, ou seja, eram criadas sem controle e medidas de biossegurança. Este é o oitavo surto ocorrido na Bengala Ocidental este ano. O surto ocorreu no dia 17/03/2009 e ainda está em aberto devido a investigações epidemiológicas que estão em andamento. A origem do vírus é desconhecida, mas a hipótese mais provável é que o H5N1 tenha vindo junto com aves infectadas que foram introduzidas no plantel ou mesmo devido à movimentação de equipamentos, veículos ou insumos contaminados.
http://www.oie.int/wahis/reports/en_fup_0000007937_20090331_154205.pdf
A infecção de aves criadas para subsistência em áreas rurais ou urbanas é o maior perigo para as criações comerciais de grande porte. Quando um surto ocorre, todas as aves domésticas em um raio de 3 quilômetros são sacrificadas, fora isso, controle no fluxo e comercio de aves é proibida em um raio de 10 quilômetros até que o surto esteja terminado e medidas de desinfecção tenham sido tomadas. Isto representa um enorme prejuízo para os criadores comerciais que acabam com seu plantel eliminado devido a vizinhos que criam aves sem nenhum controle sanitário. A criação para subsistência é denominada na maior parte dos artigos científicos como criação de fundo de quintal (backyard poultry) e se caracteriza, em sua maioria, da criação de aves sem controle sanitário, soltas em um quintal, quantidade pequena de aves e com contanto direito ou indireto com aves silvestres e ambientes que podem estar contaminado com o H5N1 e outros microorganismos.
http://www.oie.int/wahis/reports/en_fup_0000007937_20090331_154205.pdf
A infecção de aves criadas para subsistência em áreas rurais ou urbanas é o maior perigo para as criações comerciais de grande porte. Quando um surto ocorre, todas as aves domésticas em um raio de 3 quilômetros são sacrificadas, fora isso, controle no fluxo e comercio de aves é proibida em um raio de 10 quilômetros até que o surto esteja terminado e medidas de desinfecção tenham sido tomadas. Isto representa um enorme prejuízo para os criadores comerciais que acabam com seu plantel eliminado devido a vizinhos que criam aves sem nenhum controle sanitário. A criação para subsistência é denominada na maior parte dos artigos científicos como criação de fundo de quintal (backyard poultry) e se caracteriza, em sua maioria, da criação de aves sem controle sanitário, soltas em um quintal, quantidade pequena de aves e com contanto direito ou indireto com aves silvestres e ambientes que podem estar contaminado com o H5N1 e outros microorganismos.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Egito faz bom trabalho no tratamento de pessoas infectadas, mas falha em impedir que a doença acometa novas pessoas. Nono caso confirmado.
Hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou um novo caso humano de gripe aviária no Egito. Desta vez a vítima foi uma menina de dois anos e meio de idade que se infectou ao entrar em contato com aves doentes ou mortas na província de Qena (ver mapa abaixo). Os sintomas da menina se iniciaram no dia 23/03, no dia seguinte ela foi hospitalizada. O tratamento da menina começou no mesmo dia de sua internação com a administração de oseltamivir. Seu estado de saúde é estável.
O Egito tem sido competente no tratamento das pessoas infectadas com o H5N1, no entanto, falha ao impedir que novas pessoas venham a se infectar (ver foto abaixo). Este ano, nove pessoas se infectaram no Egito, oito delas são crianças pequenas, isto ainda é um mistério pra mim. Sobre este assunto, John Jabbour (epidemiologista sênior da OMS) especula que o aumento do número de casos em crianças abaixo dos 3 anos de idade ocorre porque as famílias já não estão alertas sobre os riscos de contaminação e com isso, não estão tomando precauções básicas para com suas crianças. A OMS solicitou ao Ministério da Saúde Egípcio que investigue o motivo pelos quais as crianças estão sendo as maiores vítimas do vírus da gripe aviária. Existe ainda um agravante para o controle do H5N1 em aves no Egito. Sayyed, ministro adjunto da saúde no Egito, disse que os criadores de aves estão relutantes em comunicar os casos suspeitos por medo de que os funcionários da saúde não apenas abata as suas aves mais também sacrifique as aves de seus vizinhos.
Foto mostrando um mercado livre na cidade do Cairo, Egito. Ambientes como o da foto facilita a contaminação de pessoas e de outras aves. Aqui em São Paulo existe um controle maior, aves vivas não são mais vendidas em mercados. No mercado municipal de Pinheiros eram vendidas aves vivas em um modelo como o da foto, no entanto, a cerca de dois ou três anos atrás este tipo de comercio foi proibido pela vigilância sanitária. O Brasil que nunca teve nenhum casos de gripe aviária já tomou algumas medidas básicas, porque o Egito que já teve 60 pessoas infectadas não faz o mesmo? É necessário ressaltar que o controle na venda de aves vivas nos mercados, como feito aqui em São Paulo, evita que uma série de outras doenças microbianas se alastrem entre os planteis aviários e seja uma ameaça a saúde das pessoas.
Em laranja estão marcadas as províncias que tiveram casos humanos de H5N1. Em vermelho está marcada a província com o caso mais recente de gripe aviária. Se o vírus se alastrar para províncias mais ao sul do Egito ele pode ultrapassar a fronteira e contaminar aves e pessoas do Sudão.
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